Em entrevista ao podcast Desce a Letra, o presidente Lula ressaltou a importância econômica do mercado de jogos eletrônicos no Brasil, que movimenta R$ 13 bilhões anualmente. Ele enfatizou que o setor de eSports não é apenas entretenimento, mas uma área estratégica, criando oportunidades e integrando políticas públicas de cultura, esporte e tecnologia.
Marco Legal dos Jogos Eletrônicos
Uma das mudanças mais significativas na estrutura do setor foi a aprovação do Marco Legal dos Jogos Eletrônicos, sancionado em 2024. Esta legislação reconheceu os games como obras audiovisuais interativas e permitiu o acesso a mecanismos de fomento, como a Lei Rouanet e a Lei do Audiovisual, ampliando as oportunidades para o desenvolvimento da indústria no país.
Brasil como referência em eSports
Segundo Lula, o Brasil se destaca como o maior mercado de games da América Latina e está entre os cinco maiores do mundo em número de jogadores, com cerca de 100 milhões de pessoas envolvidas nos esportes eletrônicos. Além disso, o país acumula mais de 25 títulos mundiais em várias modalidades, refletindo a forte presença e capacidade competitiva no cenário global.
Desenvolvimento e profissionalização no setor
Para fomentar ainda mais o mercado, o governo estabeleceu a Diretoria de e-Sport no Ministério do Esporte em 2024, com o objetivo de desenvolver políticas voltadas para jogos e competições eletrônicas. O setor também foi integrado na classificação brasileira de ocupações, buscando incentivar a formalização do trabalho nesse ramo. Com essas iniciativas, as autoridades pretendem promover a inclusão e a formação de jovens que desejam atuar na indústria de games.
Este movimento não apenas realça a crescente relevância do Brasil no cenário global de games, mas também indica uma mudança significativa nas políticas públicas que podem beneficiar tanto os jogadores quanto as empresas e estúdios locais.

