A situação da indústria de semicondutores na China está se tornando crítica devido às sanções de exportação dos Estados Unidos. A falta de acesso a equipamentos de litografia EUV da ASML está forçando o país a adotar tecnologias mais antigas, que podem não sustentar seu crescimento no setor.
Desafios da Litografia DUV
Com a imposição de restrições, empresas como Zeiss e ASML não estão conseguindo fornecer as tecnologias necessárias para que a China alcance os padrões internacionais. Enquanto TSMC avança rapidamente em direção à produção de chips em 2 nanômetros, especialistas como Frank Rohmund, CEO da Zeiss, alertam que o progresso da China poderá estagnar no nó de 7 nm.
Embora seja tecnicamente possível atingir 5 nm com a tecnologia DUV, a complexidade desse processo resulta em baixos rendimentos de produção. Rohmund destaca que apenas um grande investimento do governo chinês poderia tornar essa abordagem viável.
Impacto nos Chips Chineses
A falta de eficiência da litografia EUV compromete a competitividade dos chips desenvolvidos na China. Um exemplo dessa limitação é o processador Kirin 9030, da Huawei, que é fabricado em 7 nm pela SMIC. Embora o Kirin 9030 tenha um espaçamento entre eletrodos menor do que o da Intel e busque competir com o nó N6 da TSMC, que utiliza EUV, ele enfrenta desafios sérios de desempenho e consumo energético.
Além disso, os núcleos de baixo consumo da Apple ainda superam os do Kirin 9030, mostrando como a eficiência dos chips chineses ainda está aquém do esperado. Apesar das promessas da Huawei de desenvolver chipsets equivalentes a 1,4 nm até 2031, os analistas acreditam que eles também enfrentarão barreiras semelhantes em termos de complexidade e custos.
Futuro Incerto para a Indústria de Chips
Enquanto se falava de uma possível produção de máquinas EUV na China até 2025, nenhuma ação concreta foi observada até agora. A inexistência de avanços significativos em infraestrutura avançada faz com que o mercado espere um aumento no fosso tecnológico entre a China e as potências do setor, como EUA e Taiwan, a menos que novas abordagens surjam.
Esse cenário evidencia a importância de inovações e investimentos em tecnologias que possibilitem à China superar os obstáculos impostos pelas sanções e acompanhar o ritmo da indústria global de semicondutores.

