A Razer apresentou nesta terça-feira (22) uma nova linha de caixas de som voltada para quem quer melhorar o áudio do PC sem transformar a mesa em um festival de equipamentos enormes.
A família Razer Mako estreia com dois modelos: Mako e Mako X.
As duas apostam em design compacto, drivers full-range de 2,75 polegadas, surround virtual 7.1, USB-C, Bluetooth 5.3 e iluminação Razer Chroma RGB. A principal diferença está na proposta: enquanto a Mako utiliza configuração 2.1 com subwoofer dedicado, a Mako X aposta em um sistema 2.0 menor.
E visualmente elas seguem exatamente aquela receita que costuma funcionar bem em setups da Razer: acabamento escuro, formato arredondado e bastante RGB.

Razer Mako tem subwoofer dedicado
A Razer Mako é a opção mais completa da nova linha.
O conjunto utiliza dois drivers full-range de 2,75 polegadas acompanhados de um subwoofer frontal dedicado de 3,5 polegadas, formando um sistema de 2.1 canais.
Segundo a Razer, são:
- 40 W RMS;
- 60 W de potência de pico;
- resposta de frequência chegando a 45 Hz;
- surround virtual 7.1;
- subwoofer dedicado;
- design inclinado para direcionar o som ao usuário.
A ideia é entregar graves com mais presença sem exigir um subwoofer enorme ocupando espaço no chão ou na mesa.
Chroma RGB também faz parte do som
Naturalmente, sendo um produto da Razer, RGB não poderia ficar de fora.
Na Mako, a iluminação é projetada para trás das caixas, criando um efeito de luz na parede ou no ambiente ao redor do setup.
A fabricante promete 16,8 milhões de cores e efeitos reativos compatíveis com mais de 300 jogos integrados ao Razer Chroma.
Isso significa que a iluminação pode acompanhar determinados acontecimentos dentro dos jogos compatíveis, além de sincronizar com outros periféricos Chroma.
Para quem já possui teclado, mouse, headset ou outros acessórios da Razer, fica fácil montar aquele setup que provavelmente pode ser visto do espaço.

Um único USB-C pode cuidar de áudio e energia
Outra característica interessante está na conectividade.
A Mako pode utilizar um único cabo USB-C para áudio e alimentação, reduzindo a quantidade de cabos espalhados pela mesa.
Quando conectada a uma fonte USB-C compatível de 30 W ou mais, o sistema consegue utilizar sua maior capacidade de potência.
Também existem alternativas:
- Bluetooth 5.3;
- entrada de 3,5 mm;
- USB-C.
Isso facilita bastante o uso com diferentes computadores, notebooks e outros dispositivos.
Mako X é a versão menor
Para quem não quer um subwoofer dedicado, existe a Razer Mako X.
Ela utiliza configuração 2.0, mantendo os drivers full-range de 2,75 polegadas, mas substituindo o subwoofer por radiadores passivos integrados às caixas.
A configuração entrega:
- 30 W RMS;
- 45 W de potência de pico;
- resposta de frequência até 60 Hz;
- surround virtual 7.1;
- radiadores passivos para reforçar os graves.
É uma opção pensada principalmente para setups onde espaço é prioridade.
Mako X também funciona com USB convencional
Outro detalhe interessante é que a Mako X consegue operar utilizando alimentação USB padrão de até 15 W.
Com uma fonte USB-C compatível de 30 W ou mais, ela passa a disponibilizar maior potência de saída.
Isso pode ser interessante para quem pretende utilizar as caixas diretamente conectadas ao notebook ou ao PC sem depender obrigatoriamente de outra fonte.
RGB mais discreto na Mako X
A iluminação também muda entre os modelos.
Enquanto a Mako projeta luz para trás, a Mako X utiliza iluminação inferior Chroma RGB dividida em 10 zonas.
O efeito cria um brilho embaixo das caixas, algo mais discreto e que combina bastante com mesas escuras.
Ela também mantém:
- USB-C;
- Bluetooth 5.3;
- conexão de 3,5 mm.
Mako ou Mako X: qual a diferença?
A escolha basicamente depende do espaço disponível e da importância dos graves.
Razer Mako
- sistema 2.1;
- subwoofer de 3,5″;
- 40 W RMS;
- 60 W de pico;
- graves chegando a 45 Hz;
- RGB projetado para trás.
Razer Mako X
- sistema 2.0;
- sem subwoofer dedicado;
- radiadores passivos;
- 30 W RMS;
- 45 W de pico;
- resposta chegando a 60 Hz;
- RGB inferior com 10 zonas.
A própria Razer descreve a Mako como a alternativa mais expansiva e a Mako X como a opção para quem procura a mesma proposta em um formato menor.
Surround virtual 7.1 nas duas
Apesar das diferenças de potência e graves, ambas contam com surround virtual 7.1.
O objetivo é ampliar a percepção espacial do áudio em:
- jogos;
- filmes;
- músicas.
Em jogos, especialmente, isso pode ajudar a criar uma sensação mais ampla de direção do som em comparação com caixas estéreo convencionais.
Ainda assim, vale lembrar que estamos falando de surround virtual, e não de um conjunto físico de sete caixas e subwoofer espalhados pelo ambiente.
Pequenas por fora, mas feitas para preencher o ambiente
A proposta central da linha é justamente evitar caixas enormes.
A Razer afirma que tanto Mako quanto Mako X foram desenvolvidas para oferecer áudio com presença ocupando pouco espaço na mesa.
Esse talvez seja o principal público desses modelos: quem monta setup gamer em mesa compacta, utiliza monitor grande e quer melhorar bastante o áudio sem instalar soundbar ou sistema tradicional maior.
E quando chegam ao Brasil?
Aqui está a má notícia.
Por enquanto, a Razer ainda não informou previsão de lançamento da Mako ou da Mako X no Brasil.
Também não foram divulgados no material enviado à imprensa preços oficiais para o mercado brasileiro.
Portanto, ainda será necessário aguardar para saber quanto os dois modelos custarão por aqui.
Qual das duas parece mais interessante?
Pelas especificações, a Mako tradicional é claramente a escolha mais interessante para quem prioriza áudio, principalmente por causa do subwoofer dedicado.
Já a Mako X parece fazer mais sentido para mesas pequenas, principalmente se o objetivo for manter o setup limpo e utilizar apenas duas caixas.
Em ambos os casos, o visual pode acabar sendo uma parte importante da decisão.
E nisso a Razer provavelmente acertou: pelas primeiras imagens divulgadas, a linha Mako tem um design bastante diferente das caixas retangulares tradicionais e combina muito bem com setups gamer modernos.
Agora falta descobrir o detalhe que normalmente decide tudo:
quanto elas vão custar no Brasil.

