
A Krafton AI decide reduzir equipes oferecendo indenizações elevadas em meio à transição para uma estratégia “AI-first”, levantando dúvidas sobre o futuro de Subnautica 2 e outros projetos.
A Krafton AI voltou aos holofotes após anunciar um amplo programa de desligamentos voluntários com indenizações que chegam a anos de salário, parte de sua nova fase como empresa “AI-first”. A mudança ocorre enquanto projetos como Subnautica 2 seguem em desenvolvimento e a publisher exibe resultados financeiros recordes.
A decisão surpreendeu funcionários e o mercado, já que a companhia vive um dos melhores momentos de faturamento. Ainda assim, a estratégia parece focar em reestruturação rápida para direcionar investimentos à pesquisa e desenvolvimento em IA.

Segundo informações internas reveladas pela imprensa sul-coreana, todos os colaboradores receberam a opção de deixar a empresa com compensações proporcionais ao tempo de casa — de seis meses a até três anos de salário. A medida ocorre logo após a declaração pública do CEO Kim Chang-han de que a Krafton entraria de vez na fase “AI-first”.
Além dos altos lucros trimestrais, a publisher enfrenta processos judiciais envolvendo ex-líderes da Unknown Worlds, estúdio de Subnautica 2. Eles alegam demissão injusta e retenção de bônus milionários, enquanto a Krafton acusa o trio de ter levado documentos confidenciais do projeto.

As disputas legais e as indenizações em massa levantam dúvidas sobre o ritmo de desenvolvimento de Subnautica 2. Embora o estúdio ainda esteja ativo, parte da comunidade teme atrasos ou mudanças internas profundas.
Em paralelo, outro projeto importante — o simulador InZOI — continua recebendo críticas por uso agressivo de IA em recursos de criação e texturização. Após um início explosivo no Steam, o título perdeu mais de 80 mil jogadores em poucos dias, um sinal de que a aposta em IA pode não ser bem recebida por todo o público.

Com demissões incentivadas, processos judiciais e produtos que dividem opiniões, analistas avaliam que a Krafton tenta se antecipar ao mercado, priorizando automação e geração procedural. Ainda assim, a transição será desafiadora: manter qualidade, evitar desgaste com equipes e preservar a confiança dos jogadores será essencial daqui em diante.
Fonte: GameRant
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