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A ilusão de salvar a Bioware: gamers e a falta de compreensão do mercado de jogos

A reação dos fãs à crise da BioWare revela uma desconexão com as dinâmicas do mercado de jogos e a nova realidade da Electronic Arts.

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Mass Effect

O fechamento da BioWare e o cancelamento do quinto Mass Effect geraram turbulência entre os fãs, que começaram a especular se a empresa poderia ser vendida em vez de fechada. Esse exercício de imaginação foi inicialmente lúdico, mas rapidamente evoluiu para uma série de abaixo-assinados e petições com a intenção de “salvar a BioWare”.

O contexto do cancelamento e a situação da BioWare

O anúncio do fechamento da BioWare chocou muitos jogadores, especialmente os fãs da série Mass Effect e de outros títulos aclamados como Dragon Age. Com isso, surgiram discussões sobre a possibilidade da empresa ser vendida, assim como outras desenvolvedoras têm sido adquiridas nos últimos tempos.

Dificuldades do mercado de jogos

A ideia de que a BioWare poderia ser salva por meio de pressão popular ignora a realidade do mercado atual. Entre 2020 e 2022, houve um crescimento na demanda por jogos, facilitando a venda de desenvolvedoras. No entanto, essa dinâmica mudou, conforme evidenciado pela dificuldade da Microsoft em encontrar compradores interessados na Ninja Theory.

A nova estrutura da EA

Importante destacar que a BioWare faz parte da Electronic Arts (EA), que desde 4 de agosto deste ano se tornou uma empresa privada após ser comprada pelo PIF, fundo de investimento ligado ao governo da Arábia Saudita. Essa mudança significou que a EA não está mais sujeita à pressão pública que antes influenciava suas decisões, pois não está mais listada em nenhuma bolsa de valores. Assim, a pressão dos fãs tem um impacto muito reduzido nas decisões da empresa.

Reflexões sobre a comunidade gamer

A insistência em acreditar que um movimento organizado de jogadores poderá salvar a BioWare reflete uma certa incompreensão das complexidades do mercado. Essa situação pode ser comparada a uma versão “gamer” da esperança sem fundamentos, mostrando como a falta de entendimento sobre a realidade do setor pode levar a reações emocionais.

Louan Fontenele

Co-Fundador

Co-fundador, administrador, editor e redator do GGames. Atuei diretamente com o Bruno (fundador) no retorno do fórum após sua queda e sigo contribuindo ativamente com o projeto até hoje.

Bacharel em Sistemas de Informação