A disputa judicial entre o Flamengo e a agência Medellin Games, que gerenciava os naming rights do clube nas operações de e-sports, ganhou novos desdobramentos. A coluna Fábia Oliveira revelou que a Medellin resolveu entrar com uma ação contra o Flamengo após o clube rubro-negro buscar a rescisão imediata do contrato, além de garantir o controle da sua marca nas plataformas de e-sports.
O Caso em Foco
Em janeiro, o Flamengo acionou a Justiça alegando descumprimento contratual e uso indevido da sua marca após o término da parceria. O contrato inicial, firmado em setembro de 2023, tinha duração prevista de 30 meses. De acordo com o clube, a Medellin não conseguiu cumprir obrigações financeiras, incluindo uma taxa inicial de R$ 100 mil e uma garantia mínima de R$ 530 mil, além de valores vinculados a patrocínios.
A Defesa da Medellin
Em resposta à ação do Flamengo, a Medellin alegou que o contrato foi encerrado automaticamente em março de 2026 e que não recebeu notificações sobre a rescisão antecipada, defendendo que houve falhas na comunicação do clube. A empresa também destacou que houve tentativas de negociar pendências financeiras, mas acusou o Flamengo de omitir informações importantes no processo.
Pede Reconhecimento de Má-Fé
Por conta dos alegados erros do Flamengo, a Medellin Games solicitou à Justiça o reconhecimento de má-fé processual. A empresa argumenta que a situação poderia ter sido resolvida de outra forma, caso tivesse acesso total às informações pertinentes durante as negociações.
Demandas do Flamengo
No pedido judicial, o Flamengo busca uma decisão que lhes permita retomar o controle das redes sociais da Fla eSports e impedir que terceiros utilizem seus símbolos. Além disso, o clube quer confirmada a rescisão do contrato e o pagamento de uma multa de R$ 200 mil, totalizando ao menos R$ 630 mil em valores devidos, além de outras potenciais indenizações por lucros cessantes e correções legais.
Essa disputa pode refletir um momento crítico para a relação entre clubes e suas agências parceiras no cenário dos e-sports. A decisão judicial poderá impactar como as operações futuras serão conduzidas na indústria de jogos e competições digitais.

