A NVIDIA RTX 5080 apresentou um incremento de desempenho impressionante, superando 220 vezes em uma demonstração técnica com a nova implementação de Clustered Geometry do DirectX Raytracing (DXR). Em testes conduzidos por um entusiasta, a placa apresentou um salto de uma taxa de quadros praticamente injogável de 1,4 FPS para 310 FPS ao ativar este novo recurso da Microsoft disponível no Agility SDK 1.722 Preview.
Testes e desempenho da RTX 5080
O teste foi realizado utilizando a amostra D3D12RaytracingClusteredGeometry para comparar a abordagem convencional de reconstrução de Bottom-Level Acceleration Structure (BLAS) com a nova geometria agrupada. Além do ganho significativo na taxa de quadros, a nova tecnologia resultou em uma redução de 94,3% no consumo de memória dedicada para estruturas de aceleração, com a reconstrução dessas estruturas sendo completada 720 vezes mais rápido que os métodos tradicionais.
Review no Controle do Clustered Geometry na RTX 5080
Apesar dos números impressionantes, uma análise técnica revela que o tempo de despacho de raios (ray dispatch) teve um leve aumento, de 1,8 ms para 2,0 ms. Isso indica que os ganhos de desempenho da RTX 5080 não decorrem exclusivamente da aceleração da trajetória dos raios, mas da redução significativa no custo computacional para construir as estruturas de aceleração. O Clustered Geometry organiza triângulos em estruturas reutilizáveis, diminuindo a necessidade de reconstruções pesadas em cenários com malhas complexas.
Eficiência da tecnologia Bounding Volume Hierarchy (BVH)
A eficiência crucial nos resultados pode ser atribuída à maturidade da compressão de BVH da NVIDIA, que ao longo do tempo permitiu que a GPU consumisse consideravelmente menos memória, tanto com o Clustered Geometry ativado quanto desativado. Isso é vital para manter a fidelidade visual sem comprometer a VRAM em cenários geométricos densos.
Comparação com a AMD Radeon RX 9070 XT
Durante os testes, a RTX 5080 foi comparada diretamente com a Radeon RX 9070 XT. Com a tecnologia Clustered Geometry ativada, a NVIDIA alcançou 310 FPS, enquanto a AMD atingiu apenas 91 FPS. Curiosamente, quando o recurso estava desativado, a RX 9070 XT superou levemente a RTX 5080 com 1,7 FPS contra 1,4 FPS. Essa diferença ressalta como o custo de reconstrução das estruturas de aceleração pode impactar o desempenho independentemente do poder de ray tracing.
Futuro do path tracing com RTX Mega Geometry
A NVIDIA também mencionou que o Clustered Geometry e as Partitioned Top-Level Acceleration Structures (PTLAS) padronizam capacidades que já eram exploradas com a tecnologia RTX Mega Geometry. Isso permitirá que desenvolvedores atualizem seções individuais de ambientes vastos, ao invés de recriar toda a estrutura de aceleração a cada mudança. Um exemplo dessa aplicação foi demonstrado em uma floresta de 25 km² com 60 milhões de plantas animadas em tempo real, utilizando path tracing.
Essas inovações técnicas são fundamentais para o desenvolvimento de grandes títulos, como a futura sequência da franquia The Witcher, onde a NVIDIA já demonstrou uso de RTX Mega Geometry. Atualmente, o suporte para Clustered Geometry e PTLAS já está integrado ao NVIDIA Game Ready Driver na versão 621.01, abrangendo todas as gerações de placas RTX disponíveis.

