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Novo eSIM chega ao Brasil e promete acabar com a troca física de chips em dispositivos conectados

Novo padrão SGP.32 permite trocar e administrar perfis de operadora à distância em rastreadores, câmeras, sensores, medidores e outros equipamentos.

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Novo Esim

Trocar fisicamente o chip de um rastreador, câmera, maquininha ou medidor pode começar a virar coisa do passado.

Um novo padrão de eSIM voltado para dispositivos conectados está chegando ao mercado brasileiro com a proposta de permitir que empresas instalem, ativem ou substituam perfis de operadoras remotamente, sem precisar abrir o equipamento e trocar o SIM manualmente.

O padrão é conhecido como SGP.32 e foi desenvolvido para atender justamente o mercado de Internet das Coisas, o chamado IoT.

Na prática, a novidade pode mudar bastante a forma como milhões de equipamentos permanecem conectados às redes móveis.

O que muda com o novo eSIM?

Hoje, muitos equipamentos conectados utilizam chips físicos tradicionais.

Isso significa que, se uma empresa quiser mudar a operadora utilizada por milhares de dispositivos espalhados pelo país, pode ser necessário realizar uma operação logística enorme.

Com o SGP.32, essa mudança pode ser feita remotamente.

Em vez de enviar um técnico para trocar o chip de cada equipamento, a empresa poderá alterar o perfil de conectividade à distância.

Isso pode ser especialmente útil em:

  • rastreadores de veículos;
  • câmeras de segurança;
  • medidores de energia;
  • medidores de água;
  • maquininhas de pagamento;
  • equipamentos industriais;
  • sensores agrícolas;
  • sistemas de cidades inteligentes.

Não é o mesmo eSIM usado no celular

O conceito é parecido, mas o funcionamento foi adaptado para equipamentos que muitas vezes nem possuem tela.

Em smartphones, o eSIM normalmente depende da interação do usuário.

Você recebe um QR Code, entra nas configurações e ativa o plano.

Mas imagine tentar fazer isso em milhares de rastreadores instalados dentro de carros ou sensores espalhados em uma plantação.

O SGP.32 foi desenvolvido justamente para eliminar esse problema.

Operadora poderá ser trocada remotamente

Esse provavelmente é o maior benefício do novo padrão.

Um equipamento poderá ter seu perfil de rede alterado durante sua vida útil sem precisar substituir fisicamente o chip.

Imagine uma empresa com 50 mil rastreadores espalhados pelo Brasil.

Se surgir uma operadora com melhor cobertura ou melhores condições comerciais, a migração pode ser realizada remotamente.

Isso reduz custos com:

  • deslocamento;
  • técnicos;
  • manutenção;
  • logística;
  • substituição de SIM;
  • equipamentos parados.

Brasil já possui quase 59 milhões de conexões entre máquinas

A novidade chega em um momento em que o mercado brasileiro de dispositivos conectados está crescendo rapidamente.

Em julho de 2026, o país alcançou aproximadamente 58,83 milhões de acessos M2M e terminais de pagamento.

Só naquele mês, cerca de 859 mil novas conexões foram adicionadas.

É uma quantidade enorme de equipamentos conectados sem que exista necessariamente uma pessoa utilizando diretamente cada linha.

Seu carro pode ser um dos maiores beneficiados

Um dos exemplos mais fáceis de entender são os rastreadores veiculares.

Hoje, empresas de rastreamento precisam garantir que seus dispositivos continuem conectados em regiões completamente diferentes do país.

Com perfis digitais administrados remotamente, um rastreador poderia mudar sua configuração de rede sem precisar ser removido do veículo.

Isso pode facilitar bastante operações de:

  • logística;
  • transporte;
  • frotas corporativas;
  • veículos alugados;
  • rastreamento de cargas.

Câmeras e sistemas de segurança também entram na lista

Câmeras instaladas em locais remotos também podem se beneficiar.

Em vez de depender para sempre da operadora escolhida no momento da instalação, o equipamento pode ganhar mais flexibilidade ao longo dos anos.

Isso é importante porque cobertura e condições comerciais mudam.

Uma rede que funciona bem hoje pode não ser a melhor opção daqui a alguns anos.

Maquininhas de cartão também podem mudar

Terminais de pagamento representam outra aplicação importante.

Muitas maquininhas utilizam conexão celular para processar pagamentos mesmo quando não existe Wi-Fi disponível.

Com eSIM voltado para IoT, empresas podem administrar essa conectividade de maneira mais centralizada e flexível.

Dá para atualizar equipamentos que já existem

Outro ponto interessante é que a chegada do novo padrão não depende necessariamente de substituir imediatamente todos os equipamentos existentes.

A solução que está sendo preparada para o Brasil terá tanto versões soldadas diretamente à placa quanto formatos removíveis.

Isso permite que a migração aconteça de forma gradual.

Empresas poderão atualizar parte da infraestrutura antes de substituir completamente seus dispositivos.

Datatem e Thales estão trazendo a tecnologia ao Brasil

A brasileira Datatem firmou uma parceria com a Thales para disponibilizar uma solução baseada no padrão SGP.32 no país.

A estrutura combina:

  • eSIMs fabricados pela Thales;
  • perfis de conectividade;
  • plataforma de gerenciamento;
  • sistema de orquestração;
  • gerenciamento remoto dos dispositivos.

A ideia é permitir que empresas controlem milhares ou até milhões de linhas a partir de uma única plataforma.

O que é o eIM?

O novo padrão também introduz um componente chamado eIM, ou eSIM IoT Remote Manager.

É ele que ajuda a realizar o gerenciamento remoto dos perfis utilizados nos dispositivos.

Na prática, o sistema funciona como uma central de administração da conectividade.

Empresas poderão acompanhar equipamentos, trocar perfis e integrar o gerenciamento aos próprios sistemas internos.

Isso pode mudar até como empresas vendem hardware

A mudança vai além do chip.

Fabricantes que hoje simplesmente vendem um dispositivo podem começar a oferecer serviços contínuos associados a ele.

Por exemplo:

uma empresa vende um rastreador e continua oferecendo conectividade, monitoramento e suporte durante toda a vida útil do produto.

Isso cria um modelo de serviço recorrente muito diferente da simples venda de hardware.

O chip físico vai acabar?

Ainda não.

Milhões de dispositivos continuam utilizando chips tradicionais e essa mudança não acontecerá de uma hora para outra.

O que muda é que fabricantes passam a ter uma opção muito mais flexível para novos equipamentos e para futuras atualizações.

Em muitos projetos de IoT, a troca física de SIM pode simplesmente deixar de fazer sentido.

Por que isso importa tanto no Brasil?

O tamanho do país torna qualquer operação física muito mais complicada.

Imagine enviar técnicos para trocar chips instalados em equipamentos espalhados por milhares de cidades.

Quanto maior a área atendida, maior o custo.

Com gerenciamento remoto, boa parte desse trabalho pode desaparecer.

Um chip que pode mudar durante toda a vida do produto

Talvez essa seja a forma mais simples de entender o SGP.32.

Hoje, muitos dispositivos nascem praticamente “casados” com determinada configuração de conectividade.

Com o novo padrão, essa configuração passa a poder mudar durante toda a vida útil do equipamento.

O hardware continua no mesmo lugar.

O que muda é o perfil digital que permite a conexão.

A chegada do SGP.32 pode ser uma mudança silenciosa

Provavelmente você não vai acordar amanhã e perceber alguma diferença no seu celular.

Na verdade, talvez nunca veja diretamente essa tecnologia funcionando.

Mas ela pode estar presente em:

  • carros;
  • alarmes;
  • câmeras;
  • equipamentos agrícolas;
  • postes;
  • máquinas industriais;
  • terminais de pagamento;
  • sistemas públicos.

É uma daquelas mudanças de infraestrutura que acontecem nos bastidores, mas podem afetar milhões de dispositivos.

E se o modelo se consolidar, trocar fisicamente o chip de uma máquina conectada pode começar a parecer tão ultrapassado quanto trocar cartão telefônico em orelhão.

Bruno Tavares

Especialista em WordPress & SEO

Sou fundador do GGames, que começou como um fórum de games criado por mim aos 15 anos e, com o tempo, se transformou também em um portal de notícias. Foi esse projeto que despertou minha paixão por tecnologia e me colocou no caminho do desenvolvimento web.

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