Hideo Kojima revelou em um festival de cinema em Roma que gostaria de falecer em uma sala de cinema, justo no momento em que o filme estivesse prestes a começar. O célebre game designer, de 62 anos, compartilhou essa reflexão em sua conta oficial no X/Twitter e fez o comentário com um leve sorriso.
“Sempre pensei que, quando eu morresse, gostaria de morrer em uma sala de cinema”, afirmou Kojima. Ele explicou que aprecia muito o instante que antecede o início do filme, com as luzes apagadas e os trailers passando.
O criador de Metal Gear Solid e Death Stranding é um verdadeiro amante do cinema e chegou a afirmar que 70% do seu corpo é feito de filmes. Durante o evento, que aconteceu no início deste mês, Kojima participou de painéis de discussão e apresentou uma seleção de filmes.
Festival e As Influências Cinematográficas de Kojima
No dia 4 de julho, ele apresentou Female Prisoner Scorpion: Jailhouse 41 (1972), um filme do diretor Shunya Ito que faz parte da famosa série de filmes de exploitation da Toei. Este filme e a atriz Meiko Kaji exerceram forte influência sobre Quentin Tarantino. Kojima destacou a criatividade na cinematografia e nos ângulos de câmera da série, o que o inspirou como criador de jogos.
Reflexões sobre a Morte e a Criatividade
Essa não é a primeira vez que o designer aborda suas reflexões sobre a morte. Em 2025, após discutir várias ideias que não foram adiante, como um jogo sobre o esquecimento, Kojima mencionou que deixou para sua equipe um pendrive com conceitos para serem desenvolvidos após sua partida. Em entrevista à revista EDGE, ele revelou que sua visão sobre a vida mudou durante a pandemia, ao enfrentar uma grave enfermidade e uma cirurgia ocular.
“Completar 60 anos não teve o significante que eu esperava”, comentou. “Experiências e o fato de ver pessoas sendo acometidas pela morte me fizeram pensar: quantos anos restam para criar novos jogos ou filmes?”
Em conversas recentes, Kojima também manifestou seus medos relacionados ao envelhecimento, como a possibilidade de desenvolver demência e perder memórias essenciais. “O que mais me assusta é o tempo”, ele declarou em entrevista à GQ. “Tenho medo de esquecer coisas quando ficar velho. Isso me incomoda muito.”
Impacto na Comunidade Gamer
A declaração de Kojima provocou reflexões na comunidade gamer sobre a relação entre vida, arte e a passagem do tempo. Os fãs reconhecem a importância do legado que Kojima estabeleceu na indústria de games, e suas palavras trazem um novo olhar sobre a vulnerabilidade humana, algo raramente abordado abertamente por figuras tão respeitadas no setor.
As ponderações de Kojima sobre sua própria mortalidade e seu amor pelo cinema mostram uma faceta mais pessoal do criador, que influencia a forma como os jogadores se conectam com suas obras. O impacto emocional que seus jogos causam é indiscutível, e essa conexão apenas reforça a paixão por suas criações.
Com as declarações recentes de Hideo Kojima, os jogadores são lembrados tanto da fragilidade da vida quanto da importância de aproveitar cada momento, não apenas em frente às telas, mas também nas experiências que cada jogo nos proporciona.

