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Gamers Brawl: plataforma quer transformar jogadores casuais em competidores e expandir atuação global

Em entrevista exclusiva ao GGames, Bruno Niro, responsável pela Gamers Brawl, explica como a plataforma transforma o desempenho dos jogadores em disputas por dinheiro, revela planos para novos jogos e comenta a parceria com a paiN Gaming.

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Gamers Brawl: plataforma quer transformar jogadores casuais em competidores e expandir atuação global

O universo competitivo dos games costuma ser associado a grandes organizações, atletas profissionais e campeonatos milionários. Entretanto, uma plataforma brasileira pretende ampliar esse cenário ao permitir que jogadores comuns também participem de competições baseadas em suas próprias habilidades.

Essa é a proposta da Gamers Brawl, plataforma que utiliza métricas de desempenho dentro dos jogos para determinar os vencedores de disputas entre usuários, sem exigir que os participantes estejam necessariamente na mesma partida.

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Em entrevista exclusiva conduzida por Paulo Tavares, do GGames na BGS 2026, Bruno Niro falou sobre a origem do projeto, o funcionamento da tecnologia, os desafios para integrar novos títulos, a parceria com a paiN Gaming e os próximos passos da empresa.

Ouça a entrevista completa com Bruno, da Gamers Brawl, gravada durante a BGS 2026.

De uma brincadeira entre amigos a uma plataforma competitiva

GGames — Como surgiu a Gamers Brawl? O que levou você a desenvolver esse projeto?

Bruno — A Gamers Brawl nasceu de uma brincadeira entre amigos. Eu jogo Counter-Strike e, como acontece com muitos jogadores, quando alguém perde uma partida, começa aquela discussão sobre quem jogou melhor ou pior.

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Em determinado momento, surgiu aquela provocação: “Então vamos ver quem joga melhor? Quem tiver o melhor desempenho ganha dez reais”.

Sou empreendedor há cerca de 12 ou 13 anos e sempre tive vontade de construir um negócio relacionado àquilo que amo, que são os games.

Depois dessa experiência, comecei a pesquisar o mercado e percebi que o cenário competitivo é muito restrito, principalmente aos grandes times e jogadores profissionais.

Existe uma quantidade enorme de pessoas que chega em casa depois do trabalho ou da faculdade, quer jogar com os amigos e também gostaria de ter alguma experiência competitiva.

A Gamers Brawl nasceu justamente para democratizar esse acesso. Queremos permitir que jogadores casuais tenham a oportunidade de monetizar suas habilidades e experimentar um pouco da emoção das competições.

O foco está nos jogadores casuais, não nos grandes campeonatos

GGames — Existe a possibilidade de a Gamers Brawl entrar no cenário profissional, com grandes equipes competindo e monetizando suas partidas?

Bruno — Não é o modelo de negócio que pensamos inicialmente.

Hoje temos três dinâmicas dentro da Gamers Brawl: campeonatos, ligas e o modelo 1×1, que é o mais tradicional da plataforma.

Nossa intenção não é necessariamente organizar grandes competições envolvendo organizações profissionais. Queremos oferecer oportunidades para os jogadores casuais, que normalmente não encontram espaço no cenário competitivo tradicional.

O ambiente profissional exige investimentos muito altos. Nosso objetivo é trazer uma experiência competitiva para o jogador do dia a dia.

Pensamos grande, naturalmente, mas o nosso foco continua sendo esse público.

League of Legends e Counter-Strike já fazem parte da plataforma

GGames — Quais jogos podem ser utilizados na Gamers Brawl? Existe a intenção de incluir outros gêneros, como RPG, luta e corrida?

Bruno — Atualmente temos dois jogos implementados: League of Legends e Counter-Strike.

Nossa intenção é chegar a pelo menos dez títulos competitivos até meados do próximo ano.

Queremos trabalhar com diferentes gêneros, incluindo jogos de luta, corrida, RPG, MMO e FPS. Também estamos olhando para os jogos mobile, que possuem uma comunidade enorme e continuam crescendo.

O principal desafio para incluir novos títulos está nas questões técnicas.

Para integrar determinados jogos, precisamos de conexões por API, liberações e, em alguns casos, parcerias com as desenvolvedoras.

Por isso, não conseguimos anunciar exatamente quais jogos serão adicionados ou estabelecer datas antes de resolver essas questões.

Como funciona a competição por desempenho na Gamers Brawl?

GGames — Como vocês avaliam o desempenho dos jogadores? Existe um ranking para equilibrar as disputas e evitar que alguém muito experiente enfrente um iniciante?

Bruno — Primeiro, o jogador precisa baixar e instalar a Gamers Brawl no computador, realizar seu cadastro e conectar a conta do jogo que pretende utilizar.

Vamos imaginar dois jogadores de League of Legends.

Quando um usuário procura um adversário para disputar um 1×1, a plataforma realiza um pareamento considerando níveis de habilidade semelhantes.

Depois que os jogadores se encontram, eles definem o valor da disputa. Um pode propor dez reais e o outro vinte, por exemplo. A disputa acontece quando ambos concordam com o valor.

A principal diferença da Gamers Brawl está no funcionamento da competição.

Os dois jogadores não precisam estar na mesma partida.

Você pode jogar sua partida normalmente, enquanto seu adversário joga outra partida completamente diferente.

Nosso sistema acompanha métricas de desempenho e transforma esses resultados em pontos.

No League of Legends, por exemplo, consideramos indicadores como KDA, farm, ouro, torres e vitórias.

Ao final, vence a disputa quem conseguir acumular mais pontos de acordo com essas métricas.

É uma maneira de adicionar uma camada competitiva à experiência que o jogador já teria normalmente.

GGames — Esse pareamento utiliza um ranking próprio da Gamers Brawl ou considera a classificação existente dentro de cada jogo?

Bruno — Atualmente utilizamos os próprios elos dos jogos, como League of Legends e Counter-Strike.

Estamos trabalhando no aprimoramento de um sistema próprio de classificação, que permitirá organizar os participantes por níveis dentro da plataforma.

Mas existe um detalhe interessante no nosso modelo.

Imagine que você esteja jogando em um elo Ouro e eu esteja no Challenger.

Você disputa sua partida contra jogadores do seu nível, enquanto eu enfrento adversários do meu próprio nível.

Dessa maneira, cada um enfrenta as dificuldades correspondentes à sua classificação.

O objetivo do nosso pareamento é buscar equilíbrio, mas a dinâmica permite que cada jogador continue disputando suas partidas habituais.

GGames — Então o jogador não precisa abandonar sua partida ranqueada ou deixar os amigos para participar de uma competição?

Bruno — Exatamente.

Essa é uma das partes mais interessantes da Gamers Brawl.

Muitas pessoas têm apenas duas horas disponíveis para jogar e não querem abandonar suas partidas ranqueadas para participar de outra atividade.

Na nossa plataforma, isso não é necessário.

Você continua jogando com seus amigos, participa da sua ranqueada normalmente e, ao mesmo tempo, adiciona uma camada competitiva à experiência.

Conseguimos unir entretenimento e competição sem modificar a maneira como a pessoa gosta de jogar.

Competir sempre fez parte dos videogames

Durante a conversa, Paulo relembrou suas experiências com Street Fighter e as tradicionais disputas entre amigos, em que uma vitória poderia render uma Coca-Cola ou simplesmente o direito de provocar o adversário.

GGames — Quando eu jogava Street Fighter, sempre existia aquela competição entre amigos. Às vezes valia uma Coca-Cola ou alguma outra brincadeira. Essa rivalidade sempre esteve presente nos videogames. A Gamers Brawl acaba trazendo isso para um ambiente mais organizado, certo?

Bruno — Exatamente.

A competição sempre existiu, inclusive fora dos videogames.

O que fizemos foi trazer essa experiência de maneira democrática para pessoas comuns, que não fazem parte do cenário profissional.

Queremos permitir que qualquer jogador tenha uma experiência competitiva sem precisar dedicar milhares de horas de treinamento para enfrentar os melhores profissionais.

É uma maneira diferente de aproveitar o próprio entretenimento.

Os planos para os próximos três anos

GGames — Como você imagina a Gamers Brawl daqui a três ou quatro anos? Qual é o principal objetivo da empresa nesse período?

Bruno — Nosso foco atual está na implementação de novos jogos e na expansão internacional.

A Gamers Brawl nasceu para ser uma plataforma global. Nunca pensamos nela como um produto exclusivamente brasileiro.

O Brasil tem uma comunidade muito importante no cenário competitivo, com grandes organizações e jogadores reconhecidos, mas queremos alcançar usuários de diferentes países.

Nos próximos três anos, acredito que nosso maior sinal de sucesso será quando uma pessoa abrir o League of Legends e, naturalmente, também abrir a Gamers Brawl.

Ela vai procurar um adversário, entrar na sua partida normalmente e utilizar nossa plataforma como mais uma parte da experiência.

Queremos que isso se torne um hábito.

Não pretendemos substituir o entretenimento tradicional, mas acrescentar emoção para aqueles jogadores que gostam de competir.

Quando conseguirmos tornar essa experiência algo natural para os usuários, teremos alcançado um patamar importante.

Parceria com a paiN Gaming vai além da exposição da marca

GGames — A Gamers Brawl possui uma parceria com a paiN Gaming, uma das organizações mais tradicionais do cenário brasileiro. Como surgiu essa aproximação?

Bruno — Nossa parceria com a paiN é comercial. Nós patrocinamos a organização.

Mas a relação que construímos vai além das entregas previstas em contrato.

Existe uma identificação muito grande entre as duas marcas, principalmente porque ambas estão inseridas no universo competitivo.

Acabamos realizando diversas iniciativas em conjunto, incluindo participações em eventos.

Escolhemos a paiN justamente por sua história, sua relevância no cenário de esports e, principalmente, pela força da comunidade.

É uma organização com mais de 15 anos de história e uma torcida extremamente apaixonada.

Nós também queremos construir uma comunidade, fortalecer o público gamer e criar oportunidades para quem acompanha e participa desse universo.

Por isso, considero nossa parceria muito saudável e alinhada com aquilo que estamos desenvolvendo.

A Gamers Brawl poderá revelar novos talentos para os esports?

GGames — Considerando essa parceria com a paiN, vocês imaginam utilizar a plataforma futuramente para descobrir jogadores talentosos? Talvez realizar seletivas ou oferecer oportunidades para quem se destaca nas disputas?

Bruno — Temos alguns planejamentos relacionados a campeonatos para o próximo ano, inclusive envolvendo nossa parceria, mas ainda são iniciativas em desenvolvimento e não posso antecipar detalhes.

Sobre a descoberta de talentos, a paiN já possui sua própria estrutura de formação e seleção de jogadores.

Nunca planejamos diretamente uma seletiva utilizando a Gamers Brawl.

Entretanto, é uma possibilidade interessante de ser explorada futuramente.

Existem jogadores casuais extremamente talentosos, que muitas vezes não possuem oportunidades de aparecer no cenário profissional.

GGames — E a plataforma consegue identificar esses jogadores? Vocês possuem métricas suficientes para perceber quando alguém está apresentando um desempenho muito acima da média?

Bruno — Sim. Temos acesso às métricas de desempenho dos jogadores e contamos com um sistema que realiza essas análises dentro da plataforma.

Então, tecnicamente, existe essa possibilidade.

Acredito que faria sentido explorar algo assim se surgisse uma oportunidade de colaboração.

Há muitos talentos a serem descobertos, tanto nos esportes tradicionais quanto nos games.

É um caminho interessante, embora ainda não exista um projeto definido nesse sentido.

Uma nova maneira de enxergar a competição nos games

A proposta da Gamers Brawl representa uma abordagem diferente para a competição online: em vez de exigir que dois adversários estejam na mesma sala ou partida, a plataforma compara o desempenho individual de cada participante utilizando métricas dos próprios jogos.

O modelo busca aproximar as disputas competitivas da rotina de jogadores que já participam de partidas ranqueadas, sem exigir mudanças significativas em seus hábitos.

Com League of Legends e Counter-Strike já integrados, a empresa pretende aumentar seu catálogo, alcançar novos mercados e consolidar a experiência entre jogadores casuais.

A parceria com a paiN Gaming também representa uma oportunidade de aproximação com uma das comunidades mais tradicionais dos esports brasileiros.

Para Bruno, o objetivo é tornar a Gamers Brawl uma extensão natural da experiência de jogar, permitindo que a competição faça parte da rotina de qualquer jogador interessado em testar suas habilidades.

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Paulo Bisneto

Marcenaria durante o dia e gamer à noite

Gamer apaixonado, criador de conteúdo e redator do GGames.Natural de São Paulo (SP), Paulo Tavares, conhecido na comunidade como Bisnetto11, divide sua rotina entre o trabalho na marcenaria e sua paixão pelos videogames. Fã de FPS, League of Legends, Borderlands e Brawl Stars, é daqueles que sempre encontram tempo para mais uma partida. Nas horas vagas, troca as ferramentas pelas notícias, trazendo novidades, entrevistas e conteúdos sobre o universo gamer para o GGames. Com muitas horas de gameplay na bagagem, acredita que jogar é mais do que diversão: é fazer parte de uma comunidade que compartilha a mesma paixão.