A Game Science, famosa pelo incrível Black Myth: Wukong, tomou uma posição polêmica ao rejeitar a utilização de inteligência artificial (IA) no desenvolvimento de sua nova aventura, Black Myth: Zhong Kui. Enquanto muitas desenvolvedoras estão adotando a IA para ajudar a cumprir prazos apertados, a empresa chinesa decidiu seguir outro caminho.
Setup Gamer ainda é imatura para produção, diz fundador
O cofundador da Game Science, Yang Qi, respondeu a uma pergunta feita por fãs na rede social Weibo sobre a possibilidade de usar IA no novo título. Sua resposta foi clara e direta: “não”. Segundo Yang, a inteligência artificial generativa atualmente não oferece o nível necessário para agregar valor ao trabalho da equipe. Ele explica que a avaliação não é uma rejeição ideológica, mas sim uma análise pragmática, onde a tecnologia poderia trazer mais problemas do que soluções.
A decisão faz sentido, já que Black Myth: Wukong é amplamente elogiado por sua direção de arte excepcional. Cada detalhe dos cenários e criaturas reflete um cuidado artístico que a Game Science pretende preservar em Zhong Kui. Isso exige uma dedicação similar à que consagrou o jogo anterior.
O debate sobre IA nos games não vai embora
A escolha da Game Science se destaca em um cenário onde muitos estúdios estão incorporando a IA em seus processos de desenvolvimento. Casos de ativos gerados por IA em títulos já lançados se tornaram comuns, normalmente seguidos por patches que substituem esse conteúdo artificial por criações feitas por humanos. Os desenvolvedores frequentemente alegam que a inclusão da IA foi um erro que passou despercebido.
Independentemente disso, a presença da IA na indústria é uma realidade. A diferença é que a Game Science, pelo menos por enquanto, está opting por se distanciar dessa tecnologia. Isso levanta questões sobre como as empresas precisam inovar sem perder a essência artística.
O preço da espera
Essa decisão vem com suas consequências. Se o desenvolvimento de Wukong serviu como um guia, é possível que Zhong Kui leve anos para ser lançado. Anunciado no ano passado com um trailer cinematográfico, o jogo foi confirmado para consoles, mas as especulações já sugerem um possível lançamento na próxima geração, possivelmente para o PS6.
A grande pergunta que fica é: o público estará disposto a esperar por um jogo que preza pela qualidade artística? Por enquanto, a Game Science acredita que essa é a sua maior vantagem. E, levando em consideração o trabalho excepcional que fizeram com Wukong, é difícil discordar dessa estratégia.

