A atuação de profissionais de educação física nos e-sports ganhou novas diretrizes com a recente regulamentação do Conselho Federal de Educação Física (CONFEF). A medida visa garantir um acompanhamento eficaz para a preparação física de atletas que competem em jogos eletrônicos, reconhecendo a importância da saúde e do bem-estar no desempenho desses jogadores.
Nova regulamentação define competências para os profissionais
A resolução, publicada no Diário Oficial da União (DOU) em 12 de agosto de 2026, estabelece diretrizes que abrangem não apenas a preparação física, mas também a ergonomia e a prevenção de lesões nos atletas de e-sports. A decisão reflete a visão do Ministério do Esporte, que considera os e-sports um fenômeno esportivo e cultural no Brasil, exigindo um treinamento sistemático e especializado.
A regulamentação afirma que a prática de e-sports demanda preparação motora, assim como em esportes tradicionais. Isso implica um acompanhamento detalhado, fundamental para a longevidade e eficácia do desempenho dos jogadores.
Impacto para os atletas de e-sports
Com essa nova regra, os atletas de e-sports contarão com o suporte de educadores físicos para realizar avaliações funcionais e receber orientações sobre exercícios e posturas adequadas. O objetivo central é minimizar os riscos associados ao tempo prolongado em posturas estáticas durante as partidas.
Os profissionais de educação física também terão a responsabilidade de implementar pausas ativas, estratégias de recuperação física e orientações sobre ergonomia. Essa medida se aplica tanto aos gamers amadores quanto aos profissionais, independentemente de sua participação em competições presenciais ou online.
A Resolução nº 636 detalha nove competências específicas que esses profissionais devem possuir, garantindo um padrão na assistência oferecida aos atletas de e-sports.
Requisitos para atuação no segmento
O CONFEF recomenda que educadores físicos busquem formação complementar nas áreas de fisiologia, ergonomia, biomecânica e neurociência aplicada ao desempenho. Essa aproximação é crucial para que a atuação no segmento de e-sports se dê de forma segura e precisa.
O trabalho deve ser desenvolvido em conjunto com equipes multidisciplinares. A regulamentação estipula que, sempre que um educador identificar necessidades que vão além de sua competência, como diagnósticos médicos ou tratamento de lesões, ele deve encaminhar o atleta a outros especialistas.
Com o objetivo de facilitar essa transição, o CONFEF incentivará a criação de pesquisas, cursos de especialização e eventos científicos que promovam a qualificação dos profissionais que atendem a esse novo perfil de atletas.
Essas novas diretrizes indicam um avanço significativo na valorização e na estruturação do suporte aos jogadores de e-sports, refletindo o crescimento do setor e a necessidade de um acompanhamento profissional adequado.

